quarta-feira, dezembro 18, 2013

Lista de locais para visitar em Lisboa

A CIDADE

Descobrir e sentir uma Cidade, é um misto de observação e vivência só conseguidos quando nos envolvemos no seu quotidiano e descobrimos cheiros, sons, vozes, caminhos, recantos...

Em Lisboa, a presença do rio Tejo acompanha-nos ao longo da nossa descoberta através de ruas cheias de história, numa cidade que revela o seu passado a cada instante, enquanto os passeios em calçada portuguesa nos levam da Praça do Comércio, através da Baixa Pombalina, até ao Castelo de São Jorge.

Daqui, do castelo, abarcamos um panorâma único sobre a margem Sul, o Rossio, o Convento do Carmo, o Bairro Alto, a Avenida da Liberdade e o Parque Eduardo VII, a Senhora do Monte e a Colina da Graça. Imagem de Postal Ilustrado sob um céu quase sempre azul, Lisboa vai colorindo telhados, ruas, casario, janelas e verdes recantos numa diversidade de tons e cores onde o Tejo oferece uma luminosidade única!


BAIRRO DE ALFAMA - O Bairro de Alfama é o mais antigo de Lisboa, é residencial, tradicional e tem mirantes, cafés, igrejas, ladeiras e o Castelo de São Jorge. Na minha opinião Alfama é um bairro que reflete o espírito real da antiga Lisboa, com os seus becos labirínticos, casas humildes, roupas penduradas no varal, cachorros, gatos, artistas e casas de fado. Um dos bairros de visita obrigatória, ponha uns sapatos confortáveis porque não faltarão altos e baixos; caminhe pelas suas ruas labirínticas, estreitas, por vezes com edifícios degradados que amontoam o sabor de todas as culturas que passaram pela capital portuguesa. Velhas ruas, distorcidas pelas trilhas do eléctrico (bonde) que com a sua melodia de voltas e paradas dá vida a este encantador bairro, de flores na varanda, roupa estendida, miradores onde contemplar o fusão do rio Tejo com o Atlântico, e pequenas lojas. Entre as suas ruas, encontrará: O Castelo de São Jorge, o Miradouro de Santa Luzia, o Museu de Artes Decorativas, a Igreja de São Vicente de Fora, a Feira da Ladra, Santa Engrácia, o Museu Militar, a Sé... Etc.


MIRADOURO DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA - Este miradouro situa-se no topo do percurso do Elevador da Glória, perto de uma das muitas entradas para o Bairro Alto. Tem vistas incríveis sobre Lisboa, especialmente das áreas da Graça e do Castelo de São Jorge. Este magnífico local dá-lhe uma perspectiva única da cidade onde mistura o velho e o novo. Calmo durante o dia, este miradouro fica completamente diferente à noite. Idosos jogam cartas ou ficam passeando com os seus amigos de quatro patas cedem o espaço a uma multidão mais jovem que procura a diversão e movimento que caracterizam a noite do Bairro Alto.





PARQUE EDUARDO VII - O Parque Eduardo VII situa-se no extremo norte da Avenida da Liberdade, mesmo por trás da Praça Marquês do Pombal. Originalmente designado Parque da Liberdade, foi rebatizado com o nome do Rei de Inglaterra que veio a Lisboa em 1903 para reafirmar a aliança Anglo-Portuguesa. Detentor de excelentes vistas sobre a cidade, é frequentemente palco de exposições, concertos e da Feira Anual do Livro.
A Estufa Fria é um verdadeiro museu verde, onde plantas e flores dos cinco continentes crescem harmoniosamente sob um tecto que regula a temperatura do ar e a intensidade da luz. Foi construída em 1930 e fornece aos que a visitam a tão procurada paz de espírito e uma purificação dos sentidos, num cenário encantado com lagos, pequenas fontes e estátuas.


AVENIDA DA LIBERDADE -  Esta é a Avenida da Liberdade, sinônimo de elegância, moda e movimento, você encontra lojas, hotéis, cafés, teatros, universidades... uma veia viva que faz a ligação entre a Praça do Marquês de Pombal e a baixa de Lisboa.
Esta é uma das mais (se não a mais) importantes avenidas de Lisboa e é também o ponto de eleição de escritórios, árvores centenárias, lojas de moda internacional e muitos trabalhadores que por ali passam todos os dias.
Um lugar bastante agradável para passear, olhe com atenção à sua volta e repare nas antigas lojas de alfaiates, seguidas de marcas internacionalmente conhecidas como Calvin Klein, Timberland, Massimo Dutti, Armani, Burberrys e Adolfo Dominguez. 
Preste especial atenção ao magnífico trabalho que os calceteiros portugueses fizeram nesta  famosa rua.

AMOREIRAS SHOPPING CENTER - Mais de duas décadas após a sua construção, o AMOREIRAS Shopping Center conquistou, em definitivo, o estatuto de ícone de Lisboa. Localizado no coração da capital portuguesa, inserido num complexo de escritórios e habitações, com uma arquitetura ousada para a época, cedo se tornou um ponto de encontro da classe média alta e alta, exigente na qualidade e sempre atenta às últimas tendências da moda.

Horário: 10h00 às 23h00
Endereço: Av. Eng. Duarte Pacheco, loja 2037 - 1070-103 LISBOA


ESTAÇÃO DO ROSSIO - Em estilo neo-manuelino, a estação de comboios do Rossio é um incrível monumento, que se situa entre a Praça do Rossio e os Restauradores e foi desenhada pelo arquitecto José Luís Monteiro. As oito portas combinam com as nove janelas e com o relógio incrivelmente decorado, situado no cimo da fachada. Desta estação partem comboios (trens) para a encantadora região de Sintra, passando por Queluz. Construída em 1886/87, esta estação foi recentemente renovada. A plataforma de embarque está agora ligada ao Metro e conta com um dos mais magníficos trabalhos: olhe para o teto e deslumbre-se! Faça questão de visitar a estação do Rossio. Tenho certeza que não se arrependerá.

ROSSIO - O Rossio conta com uma das praças mais bonitas de Lisboa. As pessoas passam por aqui todos os dias, apressando-se para irem trabalhar e raramente reparam na beleza do que têm à sua volta. Não é apenas a beleza dos seus monumentos e das suas fontes, ou a sua fascinante história... o Rossio é um livro vivo. Recentemente renovado, não perdeu contudo o seu misticismo, pode observar no Teatro Nacional D. Maria II, onde muitas peças foram, e são, representadas e vistas por reis e rainhas, nas fontes usadas no início de Outubro para batizar os caloiros acabadinhos de entrar na universidade, nos cafés em tempos frequentados por personalidades portuguesas e... sim... nas castanhas assadas que já se vendem na Praça do Rossio há muitos, muitos anos.
No meio da praça está uma estátua de D. Pedro IV e a seus pés quatro figuras femininas representam a Justiça, a Sabedoria, a Força e a Temperança, qualidades atribuídas a D. Pedro.
A praça, ao início conhecida como 'Praça D. Pedro IV', ficou conhecida como Rossio entre os habitantes locais e continua a ser um ponto de encontro tradicional não só para os lisboetas, como também para todos os que visitam Lisboa.
Aproveite e almoce no Restaurante Honra, fica localizado nesta praça. Fiz um post sobre o restaurante aqui.

RUA AUGUSTAA Rua Augusta situa-se num dos quarteirões mais movimentados de Lisboa. Fechada ao trânsito, esta rua conta com todo o tipo de lojas para todo o tipo de gostos, com vendedoras de flores, vendedores de castanhas assadas, artistas de rua independentes como o 'homem-estátua' ou o familiar tocador de harmónica e muito, muito mais. Nos dois extremos da Rua Augusta encontra duas praças magníficas: a Praça do Rossio e a Praça do Comércio. Perto do arco que abre caminho para a Praça do Comércio costumam estar vendedores de rua oferecendo o mais variado tipo de produtos: anéis, bijuteria, calçado, malas, cachecóis ou tatuagens temporárias... 
Outra curiosidade nesta área é o nome das ruas paralelas à Rua Augusta. Grande parte dos nomes diz respeito aos ofícios ou aos materiais que em tempos se praticaram ou circularam nelas: Rua dos Sapateiros, Rua da Prata , Rua do Ouro, etc.
O velho estilo arquitetônico, originário da reconstrução de Lisboa levada a cabo pelo Marquês de Pombal depois do terramoto de 1755, ainda está intacto, por isso pode ver muitos dos edifícios com o seu traçado original. Você vai adorar esta rua!


PRAÇA DO COMÉRCIO - A Praça do Comércio, também conhecida como Terreiro do Paço é uma das praças mais majestosas de Lisboa e foi, em tempos, a principal entrada marítima da cidade. Ainda hoje pode ver a escadaria em mármore que sai do Rio Tejo em direcção à Praça do Comércio. O nome Terreiro do Paço é, claramente, uma referência ao Palácio que aqui esteve durante 400 anos, até à altura do terramoto de 1755 que o destruiu quase na totalidade.
No lado norte, a praça é centrada por um impressionante arco que conduz à Rua Augusta, uma das principais áreas de comércio pedestre da baixa de Lisboa. O arco está decorado com estátuas de personalidades históricas, como Vasco da Gama (marinheiro português) e Marquês do Pombal (responsável pela reconstrução de Lisboa depois do grande terramoto).
Os espaçosos edifícios arqueados, que se estendem pelos outros três lados da praça, são hoje sede de departamentos governamentais e de alguns restaurantes.
E por falar em restaurantes, é também nesta praça que encontra o café mais antigo de Lisboa: o "Martinho da Arcada" abriu as portas com candeeiros que ainda funcionavam a petróleo, passando depois para a iluminação a gás e muito mais tarde para a eletricidade. O "Martinho da Arcada" viveu as grandes revoluções dos últimos dois séculos e recebeu à sua mesa clientes como Bocage, Fernando Pessoa e Amália. Não esqueça de pedir uma Ginjinha, experimente o famoso licor.
No centro da Praça do Comércio, em tempos usado como parque de estacionamento e devolvido recentemente aos Lisboetas, encontra a estátua do Rei José I (rei de Portugal na altura do terramoto de 1755.



ELEVADOR DE SANTA JUSTA - O Elevador de Santa Justa é uma obra de arte concebida por um aprendiz de Gustave Eiffel e liga a Baixa ao Bairro Alto. Abriu em 1902, na época em que funcionava a vapor, e em 1907 começou a trabalhar a energia elétrica, sendo o único elevador vertical em Lisboa que prestava um serviço público. Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas). Em design neogótico romântico, este elevador é definitivamente algo que você não pode perder! O café no topo conta com vistas magníficas sobre o centro de Lisboa e o Rio Tejo.


CHIADO - O Chiado é, hoje, uma área de comércio nobre com todo o tipo de facilidades e animação de rua. Aqui encontra hotéis, teatros, livrarias, museus, restaurantes, lojas de designers portugueses famosos e o famoso refúgio favorito de personalidades como Fernando Pessoa e Eça de Queiroz - hoje eleito pelos alunos de artes - : o café "A Brasileira".
Encontre edifícios incríveis e sinta a história do devastador fogo de 1988. No dia 25 de Agosto de 1988, o Chiado foi devastado por um fogo que começou num armazém na Rua do Carmo e que se estendeu até à Rua Garrett. Apesar de ainda serem visíveis algumas cicatrizes desse terrível acontecimento, um impressionante programa de recuperação devolveu ao Chiado a vida que em tempos teve e agora ele está melhor que nunca! 
Não esqueça de tomar um sorvete de frutas da Santini. Fiz um post sobre a Santini aqui.
E se quiser tomar um drink com uma vista fabulosa para o Rio Tejo vá no Bar do Hotel Bairro Alto, fica bem perto do Café A Brasileira. Fiz um post sobre o Bar do Hotel Bairro Alto aqui. Vale a pena!




MOSTEIRO DOS JERÔNIMOS - O Mosteiro dos Jerónimos é conhecido como a 'jóia' do estilo Manuelino. Este estilo combina elementos arquitetônicos dos períodos Gótico e Renascentista, juntando-os a uma simbologia real e naturalista, que o tornam verdadeiramente único.
Em 1496, o rei D. Manuel I pediu à Santa Sé autorização para construir um grande mosteiro à entrada de Lisboa, perto das margens do rio Tejo. As obras começaram em 1501 e só terminaram quase um século depois. D. Manuel I e os seus descendentes foram enterrados em túmulos de mármore situados na capela-mor da Igreja e capelas laterais do transepto.
Por ter sido construída nos bancos de areia do rio Tejo, a estrutura do mosteiro não sofreu muitos danos com o terramoto de 1755.
Em 1907 foi declarado Monumento Nacional e em 1984 foi classificado “Património Cultural de toda a Humanidade” pela UNESCO.
Poderia escrever muito mais sobre este impressionante monumento, mas o melhor mesmo é ver de perto esta obra prima.

PASTÉIS DE BELÉM - Conhecer Lisboa sem comer Pastel de Belém, não é possível! Pela sua saúde, prove um, ou dois, ou três, ou quatro... adianto logo a informação: pedir um só vai deixar com vontade de mais, muitos mais! 
Todas as manhãs, o 'mestre dos pastéis' inicia a sua tarefa na cozinha, usando uma receita única em todo o mundo. Para além de juntar os ingredientes certos nas quantidades certas, a arte destas pequenas delícias vive muito na confecção segundo os métodos tradicionais - não há máquinas, apenas mãos cuidadosas e talentosas!
Tal como grande parte da doçaria portuguesa, os Pastéis de Belém estão ligados a raízes conventuais. Reza a lenda que havia um confeiteiro, dono de uma refinaria de açúcar - Domingos Rafael Alves -, que se tornou amigo de um pasteleiro que trabalhava no Mosteiro dos Jerónimos. Com a revolução de 1820, desapareceram muitas ordens religiosas, deixando monges e freiras desalojados e muitos trabalhadores desempregados. 
Foi nessa altura que o confeiteiro contratou o pasteleiro - detentor da receita dos pastéis, o homem que impulsionou verdadeiramente a loja de Domingos Rafael e a única fábrica de Pastéis de Belém!

Entretanto, por trás da fachada da refinaria, o pasteleiro trabalhava até de madrugada, tendo a patente da receita sido registada um pouco mais tarde e mantida em segredo até hoje. Nos dias que correm, a fábrica produz cerca de 14 mil pastéis por dia. Está na dúvida se realmente vendem todos? Prove um e descubra a resposta!
À medida que a produção foi aumentando, a necessidade de mais trabalhadores foi-se tornando uma séria preocupação. A possibilidade de haver uma fuga de informação era algo que não podia de maneira nenhuma acontecer, razão pela qual se optou por escolher o novo pasteleiro entre o pessoal da empresa - neste caso, tinham que trabalhar na empresa há pelos menos 25 anos e tinha que ser alguém em quem a empresa confiasse. Mesmo assim, tinham que fazer um voto e assinar um acordo em que se comprometiam a não revelar o segredo dos pastéis. Se quebrassem o acordo, veriam as suas propriedades expropriadas e até podiam ir parar à prisão. Felizmente, nunca ninguém o quebrou e o segredo mantém-se dentro das paredes da fábrica.
Pode comer pastéis de nata em muitos cafés, mas nenhum terá o sabor do original, nenhum é o verdadeiro Pastel de Belém, especialmente quando ainda vem quentinho e é servido com açúcar em pó e canela. Mas, mesmo frios, continuam a ser incrivelmente deliciosos. De qualquer maneira, certifique-se de que prova pelo menos um dos famosos Pastéis de Belém feitos na fábrica original, situada em Belém.
E saiba que pode levá-los para casa ou melhor, para o hotel. Embalados em caixa com o logotipo da fábrica, vêm com pacotinhos de açúcar em pó e canela, para que não perca nada!


TORRE DE BELÉM - A Torre de Belém foi construída na era das Descobertas (quando a defensa da cidade era de extrema importância) em homenagem ao santo padroeiro da cidade, São Vicente.
Este monumento está repleto de decoração Manuelina que simboliza o poder do rei: calabres que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas. Com o passar do tempo, e com a construção de novas fortalezas, mais modernas e mais eficazes, a Torre de Belém foi perdendo a sua função de defesa.

Durante os séculos que se seguiram, desempenhou funções de controle aduaneiro, de telégrafo e até de farol. Foi também prisão política, viu os seus armazéns transformados em masmorras, a partir da ocupação filipina (1580) e em períodos de instabilidade política. Finalmente, em 1983 a UNESCO classificou-a Património Cultural de Toda a Humanidade.


FEIRA DA LADRA - Com origem na Idade Média, século XIII, a Feira da Ladra é o mais antigo mercado de Lisboa que ainda tem lugar nos dias de hoje. 
Situada no Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente de Fora desde 1882, a Feira percorreu anteriormente muitos outros locais históricos da cidade. 
Todas as terças feiras e sábados, do nascer ao pôr-do-sol, por tendas, bancas ou mesmo por panos espalhados no chão, a Feira da Ladra expõe os seus produtos, sobretudo velharias e material usado. 
Livros, roupas, loiças, material de escritório, moedas, discos, cd’s, calçado, fotografias, móveis e mais o que a imaginação consiga conceber, tudo encontra na Feira da ladra e a preços reduzidos, num dos bairros históricos da cidade de Lisboa. 
Algumas das peças são vendidas "com uma história", que os vendedores gostam de contar. Os azulejos antigos são muito procurados por turistas, pode encontrar azulejos do século XIX a 2,5 euros.








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